OS 4 ESTILOS DE LIDERANÇA FATAIS PARA QUALQUER NEGÓCIO

Já convivi com muitos líderes incríveis nestes últimos anos, mas também já tive o desprazer de conviver com líderes inescrupulosos e medíocres, mesmo que, por um curto período de tempo. Esse convívio trouxe à tona a vontade de estudar esses estilos de liderança e o perfil de cada um destes líderes. É aquela história, o que não nos mata, nos deixa mais forte!

Passar um tempo com pessoas tão impulsionadas pela ganância, pelo ódio e pelo poder, me rendeu bons aprendizados: sabia nitidamente que não queria ser um deles.

Quero dividir com você, a partir deste momento, os 4 estilos de liderança fatais para qualquer negócio. Aproveite a leitura!

Líder Ditador

Preconceituoso quanto a práticas que não conhece ou que não liderou, vive rodeado por um exército de soldados que se divide entre aqueles que o amam, aqueles que o odeiam e aqueles que têm medo de sua liderança. Garante privilégios somente a quem dá créditos ao seu estilo de liderança. É rodeado por poucos amigos, tem muitos inimigos. Sua ficha de reclamações é longa e sempre está hostilizando os outros para se sentir no poder. É autoritário, controlador e inflexível. Quase sempre utiliza a si mesmo como exemplo para direcionar a equipe. Não está preocupado com quem não compactua com seus ideais, pensamentos, técnicas, práticas e visões. Costuma não perdoar as pessoas. Seu discurso se detêm a pessoas e não a ideias. É craque em criar e espalhar boatos, fofocas e rumores. Não acompanha ações que não tiveram origem em sua mente. Seu humor é péssimo, mas reconhece e sabe para quem e quando deve mostrar os dentes. É agressivo, compulsivo, impulsivo e vingativo, sempre joga sujo e acha que jogar sujo é a regra maior do jogo. Tudo o que vai contra os seus princípios é uma conspiração. Nunca está realmente feliz, sempre falta algo e sempre culpa os outros por sua infelicidade e insucesso.

Objeto da liderança: o poder imposto pelo excesso, pelo medo e pela vingança.

Exemplos: “Se você não fizer isso vai pagar com a sua demissão…”, “Ou você está comigo ou você está sozinho…”, “Sou o seu melhor amigo, mas posso ser também o seu pior inimigo…”, etc.

Líder Reativo

Fala pouco, bufa muito. Parece que o mundo inteiro gira ao seu redor. É um depressivo assumido. Vive muito tempo no passado, lembrando tudo o que fez, tudo o que foi, tudo o que experimentou. O futuro lhe causa arrepios. Precisa todos os dias e várias vezes ao dia de atenção, carinho e reconhecimento. Não dá ordens claras e nem específicas, tende a mudar de assunto várias vezes durante uma conversa e permanece perdido, muitas vezes, até o final. É sádico, mentiroso e sempre tem uma desculpa para ter feito o que fez ou continuar fazendo o que está fazendo. É uma pessoa sozinha, com hábitos bastante estranhos. Sua cabeça é um armazém de sonhos (mesmo que não consiga expressar toda a sua consciência), mas seu corpo não autoriza a realização desses sonhos: late muito e não morde nada, é um cachorro banguela. Quando é pressionado tende a sair de cena e sumir por um tempo. Gosta de dormir mais que o necessário. Tudo o que foge do seu cronograma ou do seu conhecimento tende a lhe causar insegurança, medo e repúdio. Balança a cabeça dizendo que entendeu tudo, mas nunca entende nada. É um Fiat 147 com o freio de mão puxado. Todos os seus ídolos são uma farsa tanto quanto a sua experiência em liderança. Suas habilidades de liderança são ridículas e os liderados sabem disso. Geralmente se apega a “algo maior” para justificar todos os seus deslizes, fracassos e frustrações. Não começa nada (a não ser dormir) enquanto alguém não tomar a iniciativa de começar. Gosta de subir nas costas dos outros e comemorar as vitórias que os outros conquistaram. Fala baixo, gesticula pouco e baixo, não olha nos olhos, seus ombros são caídos e sua cabeça está quase sempre inclinada para o lado direito, parece que viver significa um peso. Esboça quase sempre um sorriso amarelo e vive andando em círculos.

Objeto da liderança: fechar os olhos para tudo e para todos.

Exemplos: “Não sei se foi…”, “Não sei quem foi…”, “Não vi nada…”, “Não sei de nada…”, “Não é comigo…”, “Quero me isentar…”, etc.

Líder Revolucionário

Nunca está contente. Sempre tem uma bandeira com uma nova causa para lutar. Sofre de constantes oscilações de humor. Cansa sua equipe por mudar de ideia e plano freneticamente. Sempre está carregando uma carga muito maior do que pode carregar. A rotatividade na sua equipe é alta porque o desgaste é muito alto. Tende a manter relacionamentos de curto prazo com a grande maioria das pessoas que passam pela sua vida. Promete muito e cumpre pouco. Está sempre motivando com a desculpa lavada dos “ganhos secundários”. Não consegue focar suas atitudes em uma única direção, tende a priorizar quantidade e não qualidade. Sempre reclama que falta tempo ou que o tempo não está ao seu favor. Dorme pouco, faz muito, mas o problema é que o muito que faz é pouco. Na sua comunicação prioriza frases de impacto, exemplos, experiências (muitas vezes aumentadas ou forjadas) e metáforas. Ama ser idolatrado, reconhecido e venerado, acredita fielmente que têm diferenciais para isso, entende que é só uma questão de tempo para todo mundo perceber. A causa que motiva esse líder é sempre aquela que está por vir, o melhor dia é sempre o amanhã. Não consegue permanecer no presente, toda a sua energia está no futuro, no que fará, no que será, no que experimentará, nos recursos que terá a sua disposição. É muito otimista e pouco realista. Consegue persuadir com seu discurso patriótico arrojado: voz firme, frases feitas, fisiologia imponente. Aos olhos de terceiros, é muito confiante, seguro e capaz. Dentro de si mesmo impera um caos diário.

Objeto da liderança: postura dotada de capacidade e soberania.

Exemplos: “Nós junto somos imbatíveis, mas separados não somos ninguém…”, “Lá na frente estaremos em um lugar muito melhor e tudo valerá a pena…”, “Vocês precisam se comprometer agora se quiserem algo melhor no futuro…”, “Eu sou a chave para cada um de vocês alcançar uma vida mais próspera e feliz…”, etc.

Líder Boa Praça

Tem sempre seu discurso pronto. É o legítimo pau-mandado. Não quer criar nenhum tipo de problema então segue qualquer ordem. Dá tiro para tudo o quanto é lado. É um excelente ouvinte e gosta de tomar nota de tudo. Parece bastante centrado e não gosta de arriscar e nem fugir do óbvio. Seu estilo de liderança é extremamente democrático. Sempre está rodeado de pessoas, mas tem poucos amigos. Adora terceirizar as ordens. Nunca trabalha com cartas na manga, não sabe improvisar e depende de seus líderes imediatos. É indeciso, lhe falta segurança, confiança e atitude. Geralmente tem experiência, mas a insegurança o impede de usá-la a seu favor. Sempre prioriza a paz e a tranquilidade, ambientes muito turbulentos lhe causam pânico. É um líder de mercados pouco mutacionais e com expansão muito limitada. Não consegue trabalhar em um ambiente extremamente ativo e sua concentração permite uma atividade ou tarefa por vez. Precisa de acompanhamento constante para que possa progredir com sua equipe. Sabe o nome de todos, respeita todos, mas não sabe impor limites. Sua cobrança é falha e não costuma cortar o mal pela raiz. Na sua equipe muitas pessoas acham seu estilo de liderança “interessante” por que podem fazer o que querem e quando quiserem. Sabe o que a empresa quer, mas não é capaz de entender e compreender os anseios, desejos e necessidades dos membros da sua equipe. Vive constantemente no presente. Sua liderança tende a sustentar a proliferação de hábitos e vícios prejudicais ao crescimento e evolução da empresa.

Objeto da liderança: parceria, comunicação falha e procrastinação.

Exemplos: “Ok, vocês estão certos. Vou ver o que posso fazer a respeito disso…”, “Concordo com vocês, o problema é que o mercado está realmente em recessão…”, “A equipe é quem manda…”, “Cada um decide o que é melhor, já são todos adultos…”, etc.

Você reconhece algum destes estilos e/ou perfis em um líder próximo a você? Eu torço para que não!

Já presenciei empresas, de todos os tamanhos, pagando muito caro, por abrigar esses líderes e, principalmente, por não entenderem, a tempo, seus reais interesses.

O estudo e a pesquisa que deram origem a esse artigo acarretaram em mais de 600 páginas de conteúdo de gestão e liderança, ensinamentos poderosos para empresas que não desejam ficar na mão de líderes exponencialmente perigosos.

É também, para isso, que existem hoje, tantos processos para aperfeiçoar a contratação e o recrutamento de pessoas, o treinamento e o aperfeiçoamento pessoal e profissional. Uma vez que esses processos são fracos ou deixam de ser respeitados, o que acontece é que a empresa tende a ficar nas mãos de líderes com um propósito diferente daquele priorizado por ela, o resultado desta equação pode ser catastrófico.

“Contrate caráter, treine habilidades.”
— Peter Schutz

Amor e Sabedoria.

Thiago Tombini

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