A TEORIA DA LIDERANÇA SITUACIONAL

“O líder mais bem-sucedido é aquele que tem uma visão do que ainda não foi realizado.”
— Mary Parker Follett

A Liderança Situacional é um modelo de administração ideal para os momentos de crise. Por meio dele, as dificuldades são minimizadas e os objetivos da corporação podem ser alcançados com maior facilidade, agilidade e precisão. O gestor com esse perfil delega as tarefas aos colaboradores de acordo com as aptidões ou deficiências que eles possuem, por isso, sempre precisam estar atentos aos pontos fortes e fracos dos funcionários. De acordo com a Teoria da Liderança Situacional de Paul Hersey e Kenneth Blanchard, é de acordo com essa relação entre chefes e subordinados que se torna possível classificar a maturidade dos trabalhadores.

Saber comandar um negócio e a equipe que dele faz parte nas horas de dificuldade é um diferencial do líder situacional. Esse profissional consegue contornar e eliminar os problemas, adaptando-se ao ambiente e delegando tarefas aos chefiados de acordo com cada perfil, demonstrando assim sensibilidade e atenção para perceber as aptidões individuais de cada um dos integrantes do grupo.

Independentemente dos tipos de liderança (autocrático, democrático ou liberal), o bom gestor, que se preocupa com o crescimento dos negócios, tem a capacidade de diagnosticar o subordinado exatamente do jeito que ele é, utilizando isso em favor da corporação. A definição de Liderança Situacional está diretamente ligada a esse tipo de atitude.

Neste sentido, os autores de “Psicologia para Administradores: A Teoria e as Técnicas da Liderança Situacional”, Paul Hersey e Kenneth Blanchard, mostram que a maturidade de cada funcionário está relacionada à habilidade e disposição para fazer algo e à necessidade do direcionamento e do encorajamento dados pelos superiores. Esses princípios básicos não mudaram desde que houve o surgimento dessa teoria.

Para Hersey e Blanchard, qualquer estilo de comando é eficaz, desde que seja adequado ao potencial do funcionário. Portanto, esta teoria pode colaborar para o êxito da corporação quando a figura da pessoa que manda se adapta às características de cada integrante do grupo, e estes, por si só, atuam de acordo com as estratégias de gestão e acompanhamento estabelecidas pelo chefe.

Dessa forma, o gestor dá exemplos, direciona sobre como executar as tarefas, orienta, motiva, apoia e delega, enquanto os comandados entram no ciclo do desenvolvimento, aprendem, crescem e ainda se tornam líderes em potencial.

Segundo Hersey e Blanchard, o líder deve ter a flexibilidade pessoal e a gama de habilidades necessárias para variar seu comportamento, sabendo identificar a realidade do seu ambiente. Como variáveis relevantes para a determinação do ambiente de uma organização, são citadas as seguintes: o líder; os subordinados; os superiores; os colegas; a organização e as exigências do cargo, dentre outras variáveis que podem ser relevantes dependendo do tipo de organização.

Após identificar as exigências situacionais, o gerente deveria buscar a adaptação do seu comportamento às mesmas. Hersey e Blanchard admitem, porém, que é muito difícil conseguir-se uma modificação completa no estilo de uma pessoa. Portanto, recomenda-se que a mudança no estilo gerencial de uma organização seja planejada e implementada a longo prazo, de modo que as expectativas criadas possam ser realistas.

Embora considerando importantes todas as variáveis organizacionais (líderes, liderados, superiores, colegas, organização e exigências do cargo), o modelo proposto privilegia a análise do comportamento do líder e sua relação com os subordinados. O estilo de liderança que uma pessoa deveria adotar é aquele que mais se revele compatível com o nível de maturidade dos indivíduos ou grupos a serem gerenciados. Maturidade é entendida, nesse caso, como a capacidade e a disposição das pessoas de assumir a responsabilidade de dirigir o seu próprio comportamento, conforme definido por Hersey e Blanchard. Deve ser vista, porém, como relacionada a tarefas específicas. Um indivíduo ou um grupo não seriam, segundo essa concepção, maduros ou imaturos num sentido total. Um vendedor, por exemplo, poderia ser muito responsável em conseguir novas vendas, mas negligente em preencher os formulários que formalizam o negócio. Neste caso, o supervisor deveria deixá-lo sozinho na realização dos negócios e acompanhá-lo de perto no preenchimento dos papeis O gerente eficaz seria, na concepção desse modelo, aquele que soubesse agir de maneira adequada à maturidade demonstrada pelos subordinados em cada situação.

Amor e Sabedoria.

Thiago Tombini

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