O BRASIL DOS CARNICEIROS

Não faltam empregos no Brasil! Faltam pessoas que façam o que precisa ser feito, da melhor forma possível, e de preferência, extrapolando todas as expectativas!

As pessoas estão cada vez menos preocupadas com a própria “experiência” e vivem a vida como prega a música do saudoso Zeca Pagodinho: “E deixa a vida me levar (Vida leva eu!)”, e aí não dá!

As pessoas não se atualizam, querem ganhar bem e ficar na “mamata”. Quando são orientadas a comprar um livro, ou algum outro material para a expansão de seu intelecto, fazem a seguinte conta: R$ 30,00 dá meia caixa de cerveja, e claro, preferem a cerveja (o intelecto fica para o futuro).

O Brasil está criando um bando de “carniceiros” que se contentam com os restos, e que estão sempre de olho em outras “carniças”. As pessoas sabem tudo sobre seus vizinhos, mas não sabem nada sobre si mesmas. As pessoas trocam de sonhos e ambições como trocam de roupa. Essas pessoas vivem “viajando na maionese” e acreditam que a vida não lhes abriu portas, ou que não usufruem de sorte o suficiente, ou ainda que não seja o momento certo para fazer algo, e revestidos de desculpas até os ossos, vivem suas vidas mesquinhas às sombras negras de um futuro bem traiçoeiro.

Essa realidade não é somente para aqueles que estão deitados na rede, esperando o “sucesso cair do céu”, é também para aqueles que estão empregados, porém, vivem fazendo o mínimo para se manterem no emprego, fazendo só aquilo que são pagos para fazer, e mesmo assim, de forma muito superficial e medíocre. Não é porque um “abençoado” tem um crachá de “líder” que pode se achar o dono da verdade e sair por aí pregando suas besteiras, ou ter seus seguidores, ou ainda falar o que deseja e como deseja, paramos por aí! Existem muitas pessoas que têm um cargo de chefia, mas que na verdade são tremendos “idiotas”, e com toda a certeza, suas ordens somente são respeitadas em decorrência do cargo que ocupam, se não fosse isso, aconteceria uma “sova de pau” coletiva da equipe.

Expondo outro raciocínio, é claro que, muitas empresas, por sua vez, também se preocupam somente em contratar mão-de-obra “fuleira”, pagando pouco ou quase nada, não apresentando nenhum benefício ligado ao cargo ofertado, e não oferecendo um suporte, tudo o que uma pessoa que faz a diferença, precisa para trabalhar com êxito, dando o seu melhor e promovendo os melhores resultados.

Em suma, é uma bola de neve: as pessoas estão descrentes de si próprias e por isso não acreditam em quase nada, e por sua vez, as empresas estão descrentes das pessoas, e por isso concedem cada vez menos benefícios.

Sobram, é claro, algumas poucas empresas que investem tempo, dinheiro e outros recursos, com intensa vontade e entusiasmo no capital humano, essas, simplesmente se destacam no mercado, assumem a liderança, ditam as regras e colocam os seus produtos e serviços literalmente onde desejam.

“Existem pessoas que têm sede de sofrer. O prazer nunca é forte o suficiente, e elas anseiam a dor.”
— Ralph Waldo Emerson

Amor e Sabedoria.

Thiago Tombini

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