INVISTA EM VOCÊ E COLHA OS MELHORES RESULTADOS

Nas minhas andanças pelo Brasil e pelo exterior sempre conheço muitas pessoas, muitas histórias interessantes e muitas histórias que refletem o mais do mesmo.

Sempre procuro relatar todas as histórias que julgo interessantes para o aprendizado dos leitores. É claro e justo que, algumas histórias mostram o lado negativo e talvez por isso sirvam tanto para que as pessoas aprendam. Afinal, algumas pessoas aprendem pelo amor, é claro, a minoria, já outras aprendem pela dor, é claro, a maioria. E você aprende pelo amor? Aprende pela dor?

Em 2007 eu estava realizando Consultoria na cidade de Palmas (Paraná) já fazia algum tempo, conhecia muito bem o negócio e tinha me tornado um grande amigo da família, proprietária do negócio. A Consultoria já fazia muito tempo que estava para acontecer, mas 2007 foi o ano em que ela deslanchou e saiu do papel.

Foi nesse ano que conheci várias pessoas interessantes nas empresas, com histórias pessoais de bravura, força e superação, e também conheci algumas pessoas desmotivadas, frustradas e que viviam culpando a todos pelos seus conflitos, medos e problemas. Afinal, quem não tem essas coisas às vezes?

A empresa que havia me contratado para a Consultoria estava a quase três anos fazendo a obra da filial na cidade, e estava fazendo tudo com fundos próprios, isso explica o porquê da demora. Mas o caso é que, em um dado momento, iniciou-se a seleção das pessoas para trabalhar na outra empresa, na “nova empresa” do grupo, e muitos ficaram extasiados e motivados para fazer parte daquele time, afinal iriam ser selecionadas algumas pessoas com mais experiência e outras seriam contratadas de fora.

Nessa época, uma senhora de aproximadamente 50 anos, que logo que cheguei na empresa já me chamou à atenção, passava o dia inteiro criando intrigas e perturbando todos os colaboradores, clientes e fornecedores com sua amargura e rancor, e dizia coisas do tipo: “Quero apostar que vai sobrar para mim. Todos vão para lá, e vou ficar sozinha”, “Olha só quanto tempo estou trabalhando na empresa, e agora simplesmente vou ser esquecida e ignorada”, “Tudo o que fiz pela empresa serviu para que? Eles querem só gente nova.” E por aí vai o arsenal de artifícios sem cabimento.

Certo dia, ao chegar na empresa, os irmãos e seus respectivos filhos, proprietários do negócio, me chamaram para uma conversa, e logo imaginei do que se tratava. Eles explicaram que a tal senhora estava na empresa praticamente desde a fundação, que ela não se reciclava, não renovava seus conhecimentos, crenças e atitudes, além de ser extremamente limitada e influenciar negativamente pessoas com boatos, fofocas e rumores. O detalhe importante, é que na estrutura antiga ela funcionava como uma espécie de gerente, o que há muito tempo não era levado a sério, mas servia para que ela se sentisse bem. Chegou ao final da conversa, e eles me pediram para que eu preparasse a senhora, porque o que iria acontecer nos próximos dias demandaria de muita calma e tolerância. Além de ela não ser convocada para fazer parte da equipe da nova empresa, também seria tirada a “autoridade” que ela tinha na empresa, tudo, mediante os fatos incontestáveis que se confirmavam todos os dias.

Quando a chamei na outra manhã, ela já entrou emburrada, nervosa e até um pouco agressiva, mas com a minha experiência soube como conduzir a situação da melhor forma possível. O que aconteceu foi que, em um ato impensado a senhora saiu da sala, e se dirigiu a sala dos proprietários, entrou sem bater a porta, e após uma longa conversa, se excedendo e muito em todos os sentidos, pediu as contas.

Os proprietários confessaram que provavelmente ela não aguentaria a pressão e se sentiria rebaixada pela atitude deles. Na verdade acreditavam que ela pediria as contas, e queriam isso.

Na época, a senhora ganhava aproximadamente R$ 2.000,00 (dois mil reais), mais o aluguel da casa, o que somava aproximadamente R$ 2.700,00 (dois mil e setecentos reais) por mês. Não era pouco, afinal era viúva, e não tinha problemas de saúde, o seu dinheiro sobrava quase inteiro e ainda somava com a aposentadoria do marido falecido.

Ela estava crente que sairia da empresa, e com a sua idade, o conhecimento que pensava que tinha e a experiência que pensava que tinha, conseguiria fácil um emprego melhor e um salário maior. Mas não foi bem isso que aconteceu, o tempo passou, e quase seis meses após ela ter sido demitida, ela estava trabalhando parte do dia em uma padaria e a outra parte do dia fazendo serviços de diarista, se desgastando muito mais para fazer algo que não gostava nada de fazer, e para ganhar menos de R$ 900,00 (novecentos reais) por mês.

Quando a encontrei, vi no seu semblante o arrependimento, a decepção, a frustração, e tinha a certeza de que se ela pudesse retornar ao passado, jamais teria tomado àquela decisão impensada.

A verdade é que o tempo passou e ela não se atualizou, e pagou o preço. Hoje o mundo é dos especialistas e não mais dos amadores. Os amadores podem até ter sorte por algum tempo, mas jamais terão sorte por um longo período de tempo, e um dia o reinado acaba e tudo vira pó.

Se você quer perpetuar com o sucesso, escolha sempre ficar ao lado dos especialistas, caso contrário estará sempre na corda bamba.

Amor e Sabedoria.

Thiago Tombini

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