O QUE A VIDA ME ENSINOU

Desde muito jovem ganhei gosto pela prática do “mochilão”. Minhas primeiras aventuras seguiram quando era ainda Lobinho, um aspirante de aventureiro, logo depois como Escoteiro, Sênior e Pioneiro comecei a desvendar os mistérios do que mais tarde seria minha principal paixão: viajar pelo mundo.

No início, enquanto acompanhado de uma turma, meus pais pensavam ser mais que comum essa busca incansável por aventura e superação, mesmo que não conseguiam saber o que tanto me satisfazia nessas idas e vindas.

Quando completei 13 anos, realizei a minha primeira viagem internacional de mochilão, para a Bolívia, onde passei dias acampado com uma barraca, com outros jovens, passando por várias experiências, além de estar em um país diferente, a cultura, a comida, os valores, as crenças, os hábitos, o ambiente e todas as intempéries possíveis, que começaram a despertar em mim, ainda mais, a vontade de viajar e não parar mais.

Certo dia, após anos trabalhando nos negócios da família, e já muito angustiado, nervoso, me sentindo incomodado e perdido, comuniquei minha mãe: “Mãe! Deixarei a empresa para buscar uma experiência pessoal. Quero viajar sem destino, trabalhar na rua, em várias cidades, em vários países, entender melhor o que realmente quero”.

Para a minha mãe foi um choque, um grande choque, e de momento chegou a provocar um certo clima de instabilidade e abalou a relação familiar. Meus pais não entendiam o que eu estava dizendo e estavam com muito medo da minha decisão, e eu também estava, mas não podia fraquejar.

Naquela época, lembro-me que marquei minha partida para o dia 21 de dezembro, queria passar o Natal e o Fim de Ano analisando, pensando, refletindo sobre a minha vida, precisava urgentemente me encontrar.

Lembro-me que no dia em que parti apenas com uma mochila nas costas e pouquíssimas coisas, meus pais estavam muito tristes, porque tinham certeza de que voltaria e que não encontraria o que eu estava procurando naquele ato de loucura.

Quase três anos se passaram, eu já tinha decidido o que queria, e a viagem realmente tinha feito diferença na minha vida. Eu ainda enfrentava muitos problemas financeiros e uma dificuldade de conseguir trabalho, mas continuei perseguindo o meu sonho. Queria a todo custo viajar e poder transformar as minhas experiências em algo que fosse realmente importante para as outras pessoas e pudesse ajudá-las a superar suas limitações físicas e mentais.

Após quase sete anos de estudos e pesquisas sobre o comportamento humano e muitas viagens, comecei a desfrutar de sucesso na minha vida e a colher os saborosos frutos do esforço e da dedicação que tive empregado durante todos esses anos. Faço durante todo o ano várias viagens, e viajo todos os anos alguns dias antes do Natal e só retorno depois do Ano Novo, seguindo a tradição e permitindo a mudança que busco. Às vezes fico poucos dias viajando, às vezes passo muito tempo na estrada, mas quando retorno, estou com as baterias recarregadas e a harmonia entre meu corpo e minha mente mostra, novamente, que o objetivo da viagem foi alcançado. O que me move é a busca. O que me motiva é a certeza de que mais uma vez vou conseguir.

Hoje tenho certeza de que o pior limite não é aquele imposto pelos outros, mas aquele imposto por nós mesmos. E posso dizer mais, se pudesse, faria tudo isso novamente.

Acredite nos seus sonhos! Acredite em você! Afinal, você é o que se fizer ser!

Amor e Sabedoria.

Thiago Tombini

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s